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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Oldboy

Você deve estar pensando "Meu Deus, porque um filme tão bom está em um blog chamado Cine Bostinha?"
A resposta é simples: Ele é uma bosta superestimada e eu quero desabafar.
Pra começar, o que me fez assistir Oldboy foi a quantidade de elogios que encontrei em resenhas e comentários. Parece unanimidade tratar-se de um grande filme, a começar pela sinopse. Não encontrei nem procurei muito por uma sinopse oficial mas essa vai servir:
"Oh Dae-su é preso depois de uma bebedeira.Ao sair da cadeia ele resolve ligar para casa.É aniversário de três anos de sua filha.Na cena seguinte acorda em um quarto onde há apenas uma televisão.Sem saber por quem e nem por que,Oh Dae-su fica preso durante 15 anos.Ao sair daquele lugar,procura entender o que se passou em sua vida.Mesmo afastado de tudo ele foi acusado de matar sua mulher.Oh Dae-su quer vingança.Custe o que custar.Para isso terá que viver uma história perturbadora,de fortes emoções.Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes,"Oldboy" tem um final mais que surpreendente."
 As seguintes virtudes são exaltadas na Wikipédia:
"O filme consegue unir em 119 minutos, questões como vingança, amor, ultra-violência, o tempo, a crise da vida moderna, a hipnose e obstinação, tudo isso envolto a tabus sexuais.  
O filme, que foi vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes, é o segundo capítulo da Trilogia da Vingança do diretor Chan-wook Park (o primeiro é Simpatia pelo Sr. Vingança e o terceiro é Lady Vingança)."
 Só 119 minutos? Eu poderia jurar que o filme durou no mínimo umas 3 horas.

Os próximos comentários contém spoiler!

O Filme começa muito bem, mostra Oh Dae-su - que a patir deste momento chamarei apenas de "O protagonista - bêbado feito um porco, dando trabalho na delegacia. Nas cenas seguintes, um amigo dele o leva para casa e no caminho param em uma cabine telefônica para telefonar para a filhinha do protagonista que está fazendo aniversário. É quando o amigo pede para falar ao telefone e vira as costas por alguns segundos, ele desaparece sem deixar pistas.
Nos próximos 15 anos, nada de muito importante aconteceu para a trama, apenas apresentação da situação. Privado de liberdade, sua sanidade vai definhando com o confortável cárcere, que lembra muito um quarto de hotel, passa a treinar sua forma física dando murros nas paredes. Isso mesmo, dando murros nas paredes, grande merda. Um belo dia, ele é transferido de quarto e descobre que está prestes a ser livre novamente. É quando uma hipnóloga (HAHAHA) o visita e faz crer que está ao ar livre e quando recobra a consciência, vê que está no alto de um prédio com um suicida agarrado a um poodle. Esse filme é realmente  imprevisível e isso não é um elogio. Resumo da ópera: ele faz o homem aturar o falatório dele e quando o infeliz quer desabafar também, ele simplesmente vira as costas num gesto de ingratidão e o abandona, cena que culmina com o suicídio do figurante. Tudo isso para apresentar a frase "Ria e o mundo rirá com você. Chore e chorará sozinho."
Até aí tudo bem, um homem preso por 15 anos por motivos que ele mesmo desconhece parece uma trama interessante, instigante mas a partir da liberdade do protagonista, tudo desanda. Um mendigo o aborda e entrega uma carteira cheia de dinheiro e um celular, eis que ele entra em um restaurante e é atendido por uma moça, recebe um telefonema sem propósito, que mais tarde descobrimos ter fins relacionados à hipnose. Que palhaçada.
Eis que enquanto devorava um molusco vivo, ele tem um surto e desmaia, quando recobra a consciência descobre que está na casa da moça  que o atendeu no restaurante e automaticamente se apaixonam e ela o ajuda a descobrir seu passado. Depois de uma eternidade de enrolação, temos cenas de lutas ridículas e mal ensaiadas, onde capangas em grandes grupos e que poderiam acabar com ele em um minuto, se reservam em ficar se debatendo uns nos outros iguais os bonecos de massa dos Power Rangers, cada um educadamente esperando sua vez de bater. Já vi lutas mais intensas entre crianças da rede municipal de ensino.
Depois de mais enrolação, ele descobre a identidade de seu captor e em uma corrida contra o tempo, com direito a mocinha indefesa amarrada só faltaram os trilhos e o trem se aproximando, ele e a mocinha encontram tempo pra transar e nessa cena nos deparamos com a fala mais lamentável do filme.
Com cara de sofrida, ela diz: - Dae-su, dói muito mas estou aguentando.  
Dispensa comentários :P

Minha paciência acabou, então vou passar logo para o final.
O protagonista descobre que tudo não passou de um plano maquiavélico de um antigo colega de escola que tinha uma relação incestuosa com a irmã. Ele foi preso simplesmente por espalhar o boato do relacionamento, boato que cresceu ao ponto da menina acreditar estar grávida e cometer suicídio. A vingança consistia em prendê-lo por 15 anos para fazer com que ele se apaixonasse pela mocinha através da sempre milagrosa hipnose. Claro que a mocinha era filha do protagonista, se não a vingança não teria o menor sentido. É nessa cena da descoberta que o protagonista lembra que doía muito mas ela aguentava (rs) e dá um ataque de boceta que nunca vi igual. Rola no chão, chora, lambe os sapatos do "vilão", corta a própria língua. Só faltou tocar o tema de Maria do Bairro tamanho o dramalhão mexicano, que não parou por aí. O flash back da morte da irmã incestuosa foi de um drama tão barato, mas tão vagabundo que se ele, o vilão, não cometesse suicídio, eu mesma cometeria. O filme termina com o protagonista, mais uma vez recorrendo à hipnose para esquecer a descoberta de seu relacionamento incestuoso para poder continuar brincando de papai e mamãe e não papai e filhinha.
Tá, foi infame mas não resisti.

Considerações finais, em tópicos:
- Uma menina tão fraca da cabeça que se matou por causa de uma gravidez psicológica causada por um boato.
- Um irmão incestuoso sedento por vingança criou um plano imbecil e que deve ter levado umas duas décadas, no mínimo, pra concretizar.
- Cenas de luta mal ensaiadas e mal realizadas.
- Muita enrolação disfarçada de ação eletrizante.
- Dramalhão.
- A hipnose vai resolver todos os problemas da humanidade.
- Dói muito, mas estou aguentando.

Resumindo: Essa porra não tem nem pé e nem cabeça. Parece um circo, com tantas palhaçadas que preenchem esse roteiro. Corro o risco de parecer ignorante ao criticar um filme considerado bom por quase todos, sendo ainda ganhador do Festival de Cannes. Mas quer saber? Não passa de uma bosta pintada de dourado. E tenho dito.

Nota:

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Cowboys & Aliens

Sinopse dos ovos mexidos:

"1873. Território do Arizona. Um estranho (Daniel Craig) sem memória chega na desértica cidade de Absolution. A única referência ao seu passado é um misterioso grilhão em um dos seus pulsos. O que ele descobre é que a população de Absolution não gosta de forasteiros, e ninguém na cidade se move sem a permissão do intransigente Coronel Dolarhyde (Harrison Ford). É uma cidade que teme.
Mas Absolution está prestes a experimentar um medo que mal compreende, quando a cidade é atacada por saqueadores do espaço. Avançando com luzes cegantes e abduzindo incautos com velocidade insana, esses monstros desafiam tudo o que os residentes conhecem.
Agora, o estranho que eles rejeitaram é a única esperança de salvação. Esse pistoleiro aos poucos rememora quem é e onde esteve, e percebe que detém um segredo que pode dar à cidade uma chance contra a força alienígena. Com a ajuda da esquiva viajante Ella (Olivia Wilde), ele reúne um grupo de antigos oponentes - cidadãos, foras-da-lei, apaches, Dolarhyde e seus capangas - para evitar a aniquilação. Unidos contra o inimigo comum, eles se preparam para um confronto épico por sobrevivência."

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CineBostinha: Nunca me imaginaria indo prum cinema pra ver um filme de velho-oeste. Não é meu tipo favorito. Mas a novidade da inclusão do tema alienígena naquela época foi interessante...
Cowboys & Aliens conseguiu pegar um monte de clichés de filmes de cowboys com clichés de filmes de invasão alienígena, juntar tudo no liquidificador, adicionar bons atores como o Craig e o Ford, que sustentaram o filme, e fazer uma mistura que ficou muito boa. Mas ficou um gostinho de subvalorização, que poderiam fazer ainda melhor... Uma sensação de "Poderiam ter feito muito mais com isto".

Então vamos continuar falando das sensações:
Ficou uma sensação de enrolação no começo do filme, que durou pouco, ainda mais com a apresentação do cowboy Craig-Ninja, que tinha olhos na nuca e sentido-aranha. Ah, sim, lembrei de Ben10. Adivinha?

Sensação do filme ser dividido em pedacinhos: Primeiro aparece fulano e acontece algo, imediatamente depois, aparece ciclano e acontece algo... Ficou algo meio "mudança de fase de video-game", se me entendem.

Também tive a sensação de que tinha elenco sobrando ali... Sem dar spoilers, sabemos logo de cara que, mesmo desmemoriado, o Spider-Craig teria algo romântico com a Olivia Wilde. Mas é tão misterioso que cansa: Ela não abre o jogo e ele não lembra. E fica nisso por um tempo, até blablablablablabla-não-posso-contar-pq-seria-spoiler-blablablablabla e notarmos que era TOTALMENTE DISPENSÁVEL.
Como minha namorada comentou, devido ao "passado" dela, pq ela iria querer se envolver com ele???
E A CENA DO "FOGO-NO-RABO"??? OMFG!!!

É exatamente aí que o filme conseguiu o bostinha's way of life. A inclusão da Olivia Wilde garantiu UMA bostinha de score pro filme todo, considerações a seguir:

1- Ela não precisava estar lá.
2- Ela poderia ter o que queria sem ele.
3- Ela é extremamente oferecida, ainda mais contando o "passado" dela... rs. Depois de verem o filme saberão do que estou falando...
4- Ela conseguiu fazer muitos traseiros descolarem das poltronas do cinema, por um tempo até a explicação da "cena do foguinho indígena"...
5- A cena do foguinho acima deve ter sido pros meninos pra compensar a cena do cara tomando banho. Bom, acho que não serve como desculpa, as duas cenas foram dispensáveis mesmo...
6- Sabe a arma de pulso? Então, ela faz algo interessante com ela... Que o fará pensar: " Pq diabos ela fez isso naquele momento ao invés de usá-la normalmente até o momento mais propício?"
7- Sim, no final a participação dela foi útil, mas se ela não estivesse lá, teria sido até mais interessante se fosse outro personagem.

Mas, parece que se tirassem ela, não preencheria os requisitos que todo mundo "ama": Parzinho romântico conflitante e bundinha aparecendo.

Bom, sobre outros pontos, acertaram em maioria. Os figurinos estavam bons, os cenários bem detalhados, o povo do velho-oeste estava bem caracterizado (os ladrões, pq todos da cidade pareciam uma versão Xena do faroeste: Cabelos tratados, dentes (todos na boca) brilhantes e pele mais macia que a xuxa besuntada de monange). Os Aliens, ah, os Aliens... Não tiveram lá muito espaço, mas o que na primeira aparição pareciam ditar um ritmo mais terror e caçada, depois descamba pra batalha desenfreada.

Gostei da forma como são compostos (vc vai entender rs).

O final foi bem executado sim.

AH, ESQUECI: Tive uma vontade de tacar pipoca no beija-flor. Sério, a participação da Olivia Wilde foi dispensável, mas tentar atribuir alguma mensagem com aquele beija-flor (primeiramente visto na cena onde vc se lembrará da velha xamã do filme dos Simpsons) foi o cúmulo.

Resumindo, é um BOM filme. O que tem de ruim é a participação da miss-bunda-em-chamas e do beija-flor-da-dislexia. Tem outros pontos não muito agradáveis, mas estes dois já valem a bostinha e o aviso. Ah, e lembrem-se: NINGUÉM SACANEIA O INDIANA JONES E ESCAPA ILESO!

PS: Não seria legal se ele usasse aquele Omnitrix pra virar um alien que nem o Ben10?


Nota: 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

StarGate

Sinopse da Wikipedia:

O filme começa em 1928 em Guizé ou Gizé, Egito, onde uma tumba gigantesca é descoberta. A filha do arqueólogo-chefe da expedição pega para ela um amuleto com inscrições e o simbolo do deus Ra, que estava no local das escavações.
Ao passar para os dias atuais, é mostrado o egiptologista Daniel Jackson participando de um simpósio, onde defende suas teorias sobre a Grande Pirâmide de Queóps ou Kufu, de que a mesma não poderia ter sido construída na Quarta dinastia dos faraós egípcios, que é a versão aceita oficialmente. Ridicularizado e posto de lado pelos seus colegas cientistas, e deixado para trás no meio de sua apresentação, ele se retira desconsolado. No entanto, uma mulher idosa usando um colar de Ra, que havia assistido parte de sua palestra, o procura, e o convida a participar das traduções de antigos hieroglifos.
Jackson volta a encontrar a mulher e o amuleto numa instalação militar dos Estados Unidos da América, nas montanhas Creek no Colorado. A mulher se apresenta então como Catherine Langford, a menina do início do filme. Jackson traduz (na verdade, corrige a tradução) do amuleto que fala estar o deus-sol Rá no céu distante e que há um portal para as estrelas (Stargate). O coronel aposentado da Força Aérea, Jonathan “Jack” O'Neil então chega e declara essa informação como secreta, impedindo que Jackson a divulgue. Os militares passam a informar Jackson sobre o Stargate, o círculo de pedra encontrado nas escavações de Gizé. Jackson então traduz os símbolos constantes no "Stargate", como constelações e que uma delas é o ponto de origem, provavelmente um planeta. O planeta então é chamado de Abydos, na Galáxia Kalium. Jackson convence os militares a formar uma equipe para usar o portal, pois ele quer ver os prováveis simbolos do outro portal, o do planeta Abydos. O'Neil então liderará a equipe que vai usar o portal.


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CineBostinha: Considerações iniciais: O filme marcou época (é de 1994) e muito do que chamamos de cliché hoje, na época era menos reconhecido como tal e menos explorado. Sou um admirador de ficção científica e não poderia chamar este filme de ruim, mas de puramente mal-aproveitado, em diversos sentidos e níveis. StarGate mereceu um lugar no CineBostinha não pela história ou inovações de enredo, mas pela falta de foco e público-alvo, o que fez o filme se tornar mais um "sessão da tarde genérico" para todos os públicos e no final não surpreende nenhum. Fica no meio da balança entre " não ser muito intrincado para os que não entendem e não ser muito bobo para os que gostariam de algo mais profundo sobre o tema", se tornando então um filme chato e raso, mesmo tendo tudo para ser melhor aproveitado...

Atuação(ou aturação): Mediana, nada muito notável pra mais- algumas notáveis pra menos: A atu(r)ação dos nativos-escoteiros-mirins também não é lá essas coisas. Bom, nada impactante, nada a comentar.

Efeitos: Bons para a época, mas dei uma risada ao ver como os capacetes funcionavam, agora mesmo assistindo. Tirando os capacetes, os efeitos são bons, como a transição do portal e como seria uma viagem nele.

Ambientação: Deserto, areia, cidadezinha... Uma pirâmide que encaixa na outra, tecnologia alienígena misturando-se com a arcaica civilização daquele planeta... Poderia ser melhor explorado, mas...

Música: Sério, só toquei neste ponto para dizer que, mesmo que a música-tema seja grandiosa e graciosa, bem trabalhada e ornamentada, não combina com maioria das cenas do filme! Parece que estamos vendo o filme num ritmo e a trilha sonora em outro, dá uma sensação de desconforto e não sabemos o que esperar: Se é algo mais imersivo-apoteótico-introspectivo da música ou algo mais ação-descobertas-suspense-clímax que as cenas nos levam a crer que teríamos a seguir. No final, nem um nem outro. O filme fica assim: Morno pra frio, até o final.

Figurino: Morno também, mas dá para o gasto. O ponto forte foi a indumentária do Alien e dos seus lacaios... Principalmente os capacetes, mas antes de arrancar uma risada ao apertar aquele botãozinho lateral...

Bom, este filme figura o CineBostinha por ser mais um filme que tinha tudo para ser muito bom e por falta de foco e atenção ficou mais um genérico, como já dito.

StarGate é chato a maioria do tempo, te prende só por alguns momentos com promessas de reviravoltas ou momentos mais tensos, porém ele como um todo é muito previsível (dá pra apostar - e ganhar - com o que vai acontecer a seguir na maioria das cenas) além de ter cenas um tanto inúteis ou só para encher linguiça.

Para exemplificar, temos a cena do Daniel sendo puxado pelo pé, pelo bisão-camelo-animatrônico, cenas que tentam comédia tbm, que tentam drama (como o Nabeh correndo para seus colegas na trincheira)... Que tentam de tudo e quase não conseguem resultado.

Ah, e sempre que eu vejo o Nabeh com a turminha dos escoteiros-mirim, penso em "A Caravana da Coragem" e os Ewoks... Daí perde-se o resto da dignidade do elenco de apoio.

E o filme só nos faz pensar que tá começando a ficar bom, às 1h e 24 minutos do filme (director's cut) quando o Daniel acorda da câmara de cura e vai falar com o Alien e este lhe fala sobre a bomba e sobre a sua civilização. Mas depois desanda novamente.

Cheio de recursos de conveniência para o andamento da história, erros de continuidade e localização que também se tornam convenientes, daquele jeitão todo "Sessão da Tarde" de ser. Quase um "Goonies Militares e o Portal das Aventuras"

Posso encerrar por aqui, dando duas bostinhas de nota para este filme. Humm... Darei duas bostinhas para ele por ter sido muito chato e mal aproveitado. E despeço-me desviando das pipocas e miniaturas de Enterprises que jogarão em mim.

Espero que os outros dois filmes não entrem para o CineBostinha também...


Nota:  

Especial: Parte do rascunho da postagem original e principais acontecimentos do filme, além de provável verdadeiro final (contém spoilers, então devem clicar para aparecer o texto e ainda selecionar pra ficar legível):

terça-feira, 5 de abril de 2011

The Rocky Horror Picture Show

Sinopse Oficial Com Spoilers:
Brad Majors e Janet Weiss, dois jovens que acabaram de ficar noivos, decidem visitar o Dr. Everett Scott, seu professor de ciências dos tempos da faculdade, para agradecê-lo por tê-los apresentado e convidá-lo para o casamento.
A caminho da cidade de Denton, no interior dos Estados Unidos, onde o Dr. Scott mora, o pneu do carro de Brad e Janet fura e eles são forçados a pedir ajuda em um castelo a alguns quilômetros dali. Porém, o que eles encontram no interior do lugar vai muito além do que eles imaginavam: Um cientista louco, travesti e pansexual chamado Dr. Frank-N-Furter; seus servos, os irmãos e amantes Riff Raff e Magenta; e sua assistente, Colúmbia, dançando algo conhecido como "a Dobra Temporal" ao lado de um grupo de indivíduos exêntricos.
Frank, que clama vir da "Transilvânia Transsexual", convida Brad e Janet para ficarem e testemunharem o nascimento de sua última criação: Rocky, um ser humano artificial criado por Frank por motivos que ficam muito claros.
Após o "nascimento" de Rocky, um homem chamado Eddie emerge de um congelador gigante em uma motocicleta e revela que é um entregador que foi seduzido por Frank a ficar no castelo, assim como Brad e Janet, para que metade de seu cérebro pudesse ser usado na criação de Rocky. Ao descobrir que Eddie e Colúmbia estavam namorando, Frank mata Eddie com um machado.
Naquela noite, Frank seduz tanto Brad quanto Janet, que são incapazes de resistir a ele. Janet, incapaz de se controlar, sai à procura de mais pessoas com que pode dormir e acaba ficando com Rocky, que estava fugindo de Riff Raff, que o atormentada, enquanto Magenta e Colúmbia assistem.
Eis que surge o Dr. Everett Scott no castelo. Ele revela-se como o tio de Eddie e diz estar à procura do sobrinho, mas Frank suspeita que ele tenha sido enviado pelo governo americano para estudar relatos da aparição de ÓVNIs na região. Frank também revela que ele é um oficial Nazista que se escondeu na América após o fim da Segunda Guerra Mundial.
O jantar é servido e, como logo é revelado, são os restos mortais de Eddie. Janet, assustada, abraça Rocky, levando um enciumado Frank a perseguí-la pelo castelo. Brad, Dr. Scott, Rocky e Colúmbia tentam ajudá-la, mas todos são capturados por Frank, que usa um aparelho conhecido como Indutor Medusa para transformá-los em estátuas.
Os cinco são forçados a participar de um Show de Cabaré, que é interrompido por Riff Raff e Magenta. É revelado que eles e Frank são alienígenas do planeta Transilvânia, da galáxia Transsexual, enviados à Terra para estudar os métodos de reprodução dos humanos com o objetivo de dar continuidade à sua espécie, onde o contato íntimo tornou-se tão comum quanto um aperto de mão.
Colúmbia e os outros moradores do castelo são apenas indivíduos desajustados de Denton cujas mentes foram distorcidas por Frank graças à "Dobra Temporal", que é, na verdade, uma dança de acasalamento alienígena. Frank também planejou furar o pneu de Brad e Janet.
Riff Raff e Magenta, cansados de aguardar seu retorno ao seu planeta-natal, matam todos os presentes, exceto Brad, Janet e o Dr. Scott. Em seguida, eles deixam a Terra no castelo, que é, na verdade, uma espaçonave.
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Cine Bostinha:  Rocky Horror Picture Show é um dos poucos filmes que fazem juz ao título de forma literal: Ele tem Rock, bastante. É um filme, lógico. É repleto de partes musicais, o que é um Show e por fim, o conjunto da obra, é um HORROR.

É todo uma grande cena pastelão de péssimo gosto, do início ao... tem final? Qual é o final? Não consegui assistir nem até a metade! No máximo, passei pulando a timeline do filmerda até o final, já resistindo aos danos cerebrais como pude.

Teve a intenção de ser uma comedinha, a boca no início do filme causa uma estranheza interessante e uma expectativa que logo será chicoteada por algum estereótipo presente no filme. Aliás, tem um monte...

A homossexualidade, como poderia se imaginar na época do filme (cof, e na de agora também...cof...) é totalmente estereotipada, montaram o filme em cima do "Transylvania Transexual" e não param de citar isso um minuto sequer. Tem os estereótipos normais geralmente usados em filmes comedinhas classe B, se as piadas não fossem tão idiotas, sem graça e embaraçosas. Sério, não é transgressor, nem inovador, nem engraçado. O que é este filme? Um candidato ao posto de filme 5 bostinhas lendário no campo da comedinha tosca.

Sério, parece o vovô roqueiro de "Todo mundo em pânico", o que não é nem de longe um elogio. Aliás, falando em pânico, quem curte "Pânico na TV" vai gostar do filme, o que reforça minha nota de 5 bostinhas. A história ao meu ver é tentar fazer gracinha com um travesti cientista pintosa que quer criar seu bofestein e todo o resto é um musical de rock com tortas na cara. Só. Não espere por mais nada, além de cenas que chegam a ser constrangedoras de tão idiotas.

Resumindo: Esta lenda dos filmes que beiram o trash e afundam no campo do bizarro, ultrajante e que te chamam de imbecil do início ao fim, merece a nota máxima, reservada aos filmes que não dá pra assistir até o final. Nem até a metade. Ou para pessoas com padrões mais altos, nem dar play nesse clássico de mierda que tem até fã-clube.


Nota: 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Simão, O Fantasma Trapalhão

O filme homenageado na postagem inaugural é um dos maiores crássicos da Sessão da Tarde e do cinema nacional (acho que não preciso avisar quando for ironia).
Para quem não lembra ou ainda não assistiu, leia abaixo.

Sinopse oficial:

Didi e Dedé são motoristas de um rico empresário que compra um castelo, a fim de terem para si um fantasma particular.
Simão é o fantasma que assombra o local, e persegue Didi, até que Virgínia, neta do milionário, intercede apresentando-o ao fantasma - que está condenado a ficar preso ali, até que alguém encontre um tesouro, oculto na propriedade.
Assim como nos demais filmes, Didi se apaixona por uma das personagens, vivendo uma desilusão amorosa. Neste filme, isto se passa com Estrela.


Qualquer semelhança com o romance de Oscar Wilde, O Fantasma de Canterville, não é mera coincidência. Basicamente, todas as protagonistas foram copiadas da maneira mais porca que foi possível, ao contrário do que seria de se esperar de uma adaptação. Gostaria de saber o que se passava por trás da mente que teve esta idéia iluminada. Deve ter sido algo do tipo "Precisamos mostrar que filmes do Didi também podem ser educativos. Vamos adaptar um livro." e depois "Livros não chamam brasileiros para o cinema, precisamos de artistas no elenco." E assim, fomos agraciados com maravilhosas atuações de artistas que que não produzem arte alguma, como Angélica e o próprio Didi. Todas as atuações estavam fazendo justiça ao roteiro, com destaque para a Ivete Sangalo, que jamais deveria ter deixado de cantar axé.
Didi "adaptou" O Fantasma de Canterville, mastigando e regurgitando, transformando uma obra literária crítica e simbólica em uma piada digna de Louro José, que nada acrescentou às crianças. Oscar Wilde desprezaria profundamente.
Agradeço de coração ao Didi, por cagar a história do livro que marcou a minha infância.

Enfim, criticar este filme é maldade, é como chutar cachorro morto mas como sou ruim, não perdôo. É vergonha alheia garantida do início ao final.

Nota:

domingo, 27 de março de 2011

Prepare a pipoca... Para jogar na tela.



O cinema voltado ao lado comercial está também acompanhando e ao mesmo tempo ditando gostos populares, acompanhando a tendência de cada geração. E o que presenciamos atualmente? Uma geração cada vez mais ampla e rasa. Filmes que oferecem algum tipo de reflexão mais profunda também são aqueles que ficam às moscas nas sessões ou até mesmo nem chegam a aparecer nos cinemas.

O que temos é uma avalanche de filmes com temas rápidos, rasos e de entretenimento fútil. Mainstream, ok, mas tento não usar o termo, pois seria facilmente rotulado como um militante do alternativo. E prefiro não ser rotulado de forma alguma.

Existem sim, filmes bons em cada aspecto e em cada campo. Se eu só gostar de filmes no estilo Rambo, faria pouco caso de Cisne Negro. Agora considerando cada campo e analisando dentro de seu contexto, já é outra história. Por exemplo: Se dentro do campo comédia, o filme for o pior do gênero, ganhará um carinhoso lugar no nosso Cine Bostinha.

E deixando claro desde o início: Este blog é um hobby e não tenho obrigação de agradar um ou outro. Não sou crítico profissional e não vou perder meu tempo decorando nomes ou transcrevendo cenas, assistindo vezes e vezes. Se fosse pago para isto, seria um emprego e aí sim, colocaria até o nome do contra-regra. Então, esperem uma opinião sobre O FILME, e não uma análise chata, brega e altamente técnica.

Este blog foi feito por e para diversão, PODE CONTER SPOILERS, mas avisarei de alguma forma antes.

Preparem a pipoca queimada e o guaraná aguado de garrafão e bom filme ruim!
 

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